Como estamos cuidando dos nossos idosos?

 

Os idosos de hoje foram os construtores do mundo atual, todos passaram por um processo de nascimento que seguiu para um envelhecimento progressivo e universal, todos tem experiência e muito conhecimento, por isso gostam de dar conselhos, opinar em assuntos familiares e também interagir com filhos, netos e parentes mais próximos.

 

Será mesmo que esses idosos estão tendo a oportunidade de viver intensamente recebendo amor carinho e respeito no ambiente familiar, ambiente esse que ele tanto contribuiu para a sua formação?

 

Quando questionado sobre o abandono do idoso imaginamos um idoso largado em uma casa de repouso, mas a realidade é outra. Existe idoso que mora na casa do filho, ajuda a família com a aposentadoria, senta em uma sala cheia de gente e ainda se sente sozinho, isolado, sem ninguém com paciência para ouvi-lo. E outros com boas condições, uma casa aconchegante, conforto, empregadas, enfermeiras 24 horas e não tem a presença dos filhos que muitas vezes estão ocupados em negócios.

 

Observa-se que nesses dois casos o idoso não tem o calor humano, respeito, amor e gratidão por tudo o que ele fez, isso fica claro nos atendimentos de saúde onde a principal queixa é o vazio emocional, a saudade do filho que está longe, as brigas por heranças, o ciúmes da nora, a ausência dos netos, o sentimento de incapacidade e a sensação de não servir mais.

 

Esses sentimentos acabam sendo prioritários na vida dos idosos. Para muitos o tratamento de patologias graves como um problema cardiovascular ou um câncer é mais bem aceito que o descaso familiar e sentimento de solidão nessa fase do envelhecimento.

 

Fica uma inquietação: como estamos cuidando de nossos idosos? Cada um de nós leitores tem um idoso próximo sejam os avós, os pais ou os tios, devemos estar atentos ao relacionamento que temos com eles prestando atenção no comportamento. Dar a liberdade de um palpite, um conselho ou até mesmo solicitar ajuda em momentos de decisões, não devemos proteger demais e sim permitir sua autonomia para que continue se sentindo importante.

 

Preste atenção no idoso. Faça-o se sentir importante, ativo, vivo, pois uma depressão não percebida pode anular a vida por anos, por isso devemos estar atentos as seguintes manifestações: sentimento de tristeza, fadiga, memória e concentração diminuída, sentimentos de culpa e inutilidade, distúrbios do sono, do apetite com perda ou ganho de pesos excessivo, diminuição pelo desejo sexual, agitação, ansiedade e falta de interesse.

 

Em uma boa e longa conversa é possível identificar um desses sintomas. Caso isso aconteça procure ajuda médica e também comece a exercitar o companheirismo, atitude de amor e gratidão pelo idoso que tanto fez por você.

 

 

Daiana Pertile Dias

Coren SP 277256

Enfermeira do Gerenciamento de Doenças do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Unimed Limeira

 

Arlene de Menezes Correa

Coren SP 392284

Enfermeira do Gerenciamento de Doenças do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Unimed Limeira

 

 

 

Referencia Bibliográfica: bvsms.saude.gov.br